Revista Equilíbrio Corporal e Saúde, Vol. 2, No 1 (2010)

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A percepção dos professores de uma escola particular de Viçosa sobre o ruído nas salas de aula

Maria Eliana R. Ribeiro, Regina Lúcia de S. Oliveira, Teresa M. Momenshon dos Santos, Renata Coelho Scharlach

Resumo


Introdução: as construções das escolas do Brasil, normalmente, não apresentam nenhum tipo de tratamento acústico específico para oferecer ao aluno salas de aulas com boas condições de acústica. Desta forma o ambiente escolar não oferece, muitas vezes, condições adequadas para o aprendizado e para a saúde vocal do professor. Objetivo: investigar o nível de percepção do corpo docente, de uma escola da rede particular de Viçosa, quanto ao ruído escolar; investigar os níveis de ruído em sala de aula. Método: um questionário sobre a percepção dos professores quanto ao ruído no ambiente escolar foi aplicado em 21 professores e foram realizadas medições dos níveis de pressão sonora no interior das salas de aula em diferentes horários. Resultado: 100% dos professores da Educação Infantil, 80% dos professores do Ensino Fundamental I e 71% do Ensino Fundamental II referiram que o ruído prejudica o trabalho e a sua saúde. 100% dos professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I e 80% dos professores do Ensino Fundamental II relataram que o ruído altera o comportamento dos seus alunos. Apurou-se que na escola em questão, os níveis de ruído estiveram acima do permitido pelas NBR em vigor, mantendo médias entre 76,07 a 80,21dBA. Com as salas vazias a média permaneceu abaixo do limite, 45dBA. Conclusão: O corpo docente percebe os prejuízos causados pelo ruído competitivo em sala de aula. Foram constatados que os níveis de pressão sonora do ruído nas salas de aula foram maiores do que os índices recomendados pela Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT).
Palavras-chave: Ruído. Aprendizagem. Percepção da fala. Voz.

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