Humanização da saúde na formação de profissionais da fisioterapia
Resumo
Introdução: o relacionamento entre profissionais e pacientes orientado por padrões de humanização constitui uma questão atual nas pesquisas sobre saúde, uma vez que esse relacionamento influencia os processos de recuperação física, minimização do sofrimento e qualidade de vida dos indivíduos. Entretanto, isso não é observado na maioria dos cursos de graduação em saúde, que enfatizam conhecimentos e métodos no pensamento tradicional cartesiano. Objetivo: avaliar a importância de conteúdos e práticas com foco nos temas da corporeidade e alteridade, sob a perspectiva da humanização da saúde em cursos de Fisioterapia. Material e Método: foi utilizado o método qualitativo e os dados foram levantados por meio de entrevistas semi-estruturadas, realizadas com cinco fisioterapeutas escolhidas aleatoriamente, com idade entre 23 e 36 anos e experiência profissional entre dois e treze anos. As questões versaram sobre: atendimento fisioterapêutico; vínculo fisioterapeuta e paciente; ritmo de trabalho; participação em associações de classe; domínio e inserção de conteúdos e práticas de humanização da saúde em cursos de graduação. Resultado: os cursos de graduação em Fisioterapia não preparam o profissional para assumir um vínculo estreito com os pacientes. A aplicação de técnicas e protocolos está centrada no saber fazer e não contempla as competências relacionadas ao saber conviver. Conclusão: os currículos dos cursos de graduação em saúde devem ser revistos de modo a ampliar a capacidade do futuro profissional de cuidar do paciente e de atuar como mediador entre técnicas e protocolos, sob uma perspectiva de humanização da saúde, que pressupõe conteúdos e procedimentos baseados na corporeidade e alteridade. Palavras-chave: Humanização da saúde. Formação profissional. Educação superior. Fisioterapia.
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