Revista Equilíbrio Corporal e Saúde, Vol. 3, No 1 (2011)

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Comparação da inteligibilidade de fala de escolares na presença de ruído branco e de burburinho

Telma Harue Kawasaki, Thaís Gomes Cruz Silva, Daniela Soares de Queiroz, Fátima Cristina Alves Branco-Barreiro

Resumo


Introdução: Diferentes estímulos de fala e tipos de ruído vêm sendo utilizados para investigar a inteligibilidade de fala na presença de ruído de fundo. O objetivo deste trabalho foi comparar a inteligibilidade de fala de escolares na presença de dois tipos de ruído: branco e burburinho. Método: Estudo transversal descritivo exploratório. Fizeram parte deste estudo 20 crianças, sendo 12 meninas e oito meninos, na faixa etária de oito e 12 anos de idade, alunas do ensino fundamental de uma escola pública. Foram adotados os seguintes critérios de inclusão: níveis mínimos de audição iguais ou menores do que 15 dB NA e timpanometria tipo A nas duas orelhas; ausência de histórico de doença otológica ou queixas auditivas; sem queixa de alteração no desenvolvimento neuropsicomotor, de fala e de linguagem; ausência de histórico de doenças congênitas ou  histórico de doença pós-natal que pudessem atingir o sistema nervoso central. As crianças foram submetidas à meatoscopia, triagem audiométrica, triagem timpanométrica e ao teste de Fala no Ruído, proposto por Pereira e Schochat (1997), com ruído branco (white noise) e com burburinho (babble) na relação sinal/ruído +5 dB. Resultados: Não foi observado efeito de idade e de orelha no desempenho das crianças. O desempenho médio das crianças na presença de ruído branco foi de 85,6% na orelha direita e 84% na esquerda e para o burburinho foi de 76,2% na orelha direita e 72,8% na esquerda. Conclusão: As crianças apresentaram pior inteligibilidade de fala com o ruído burburinho do que com o ruído branco.

Palavras-chave: Inteligibilidade da fala. Percepção auditiva. Ruído. Testes auditivos.

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