Reabilitação vestibular com realidade virtual em pacientes com Doença de Ménière
Tatiana Paula Rodrigues, Cristina Freitas Ganança, Adriana Pontin Garcia, Heloísa Helena Caovilla, Maurício Malavasi Ganança, Fernando Freitas Ganança,
Resumo
Objetivo: investigar a eficiência da Reabilitação Vestibular (RV) com Realidade Virtual em pacientes com Doença de Ménière (DM), comparando os resultados obtidos no questionário Dizziness Handicap Inventory (DHI), na Escala Analógica Visual de Tontura (EVA) e na Posturografia Computadorizada pré e pós RV. Método: participaram desta pesquisa sujeitos com hipótese diagnóstica de DM, que foram submetidos à RV com realidade virtual. A RV foi realizada em 12 sessões, 2 vezes por semana, utilizando o equipamento Balance Rehabilitation Unit, da Medica A (Montivideo, Uruguai), o qual fornece estímulos visuais que elicitam respostas oculomotoras de perseguição, movimentos sacádicos, optocinético, reflexo vestíbulo-ocular e a interação visual e vestibular. A análise dos dados foi realizada considerando a evolução clínica do paciente na realização dos exercícios, por meio da comparação dos resultados obtidos na aplicação do questionário DHI, na posturografia e na EVA pré e pós RV. Resultado: a amostra foi constituída por 10 indivíduos com DM, 7 do gênero feminino e 3 do masculino, com idade entre 24 e 76 anos. Todos os pacientes apresentaram diminuição da pontuação à aplicação da EVA e do DHI, nos aspectos emocional, funcional, físico e escore total, após a realização da RV com diferença estatisticamente significante. Na análise da posturografia após RV, a melhora obtida não foi estatisticamente significante. Conclusão: os pacientes com DM submetidos à RV por meio da Realidade Virtual apresentaram melhora dos resultados obtidos nas avaliações subjetivas, verificando-se diminuição da intensidade da tontura e do impacto da mesma na qualidade de vida.
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