ANÁLISE FARMACOGNÓSTICA COMPARATIVA DE DOIS LOTES DE CASCAS DE TRICHILIA CATIGUA ADR. JUSS. (MELIACEAE), A CATUABA DA BAHIA
Resumo
Realizou-se caracterização farmacognóstica das cascas de Trichilia catigua oriundas da Bahia (Caetité) e do Paraná (Maringá). As cascas são planas, finas, súber esbranquiçado, córtex e floema avermelhados. Microscopicamente encontra-se súber fino, córtex com grãos de amido simples, monocristais prismáticos de oxalato de cálcio e poucas drusas; presença no córtex e floema de grupos de fibras e células pétreas em camadas descontínuas; raios parenquimáticos de 1-2 camadas armazenando grãos de amidos simples; no pó da droga destacam-se as fibras cristalíferas com cristais prismáticos de oxalato de cálcio. Quanto aos dados físico-químicos e fitoquímicos foram confirmados como presentes as classes de flavonóides, antracênicos, taninos e saponinas, e ausência de alcalóides, mucilagens, cumarinas e óleos essenciais. A amostra paranaense apresentou 10,3%±0,1 de taninos; 21,4%±0,4 de saponinas, 5%±0,9 de cinzas totais, 22,3%±3,1 de teor de extrativos e 250 de índice de espuma; já a amostra baiana apresentou 12,5%±0,3 de taninos, 17,4%±0,4 de saponinas, 4,1%±1,1 de cinzas totais, 20,6%±0,6 de teor de extrativos e também 250 de índice de espuma. Em conjunto com a descrição macro e microscópica e fitoquímica preliminar, tais dados permitem a proposição de um conjunto de especificações para controle de qualidade dessa droga vegetal: cinzas totais máximo 6%; teor de extrativos aquoso mínimo 19%; índice de espuma 250; taninos totais mínimo 10% e saponinas totais mínimo 17%.
Texto Completo: PDF