AVALIAÇÃO FARMACOGNÓSTICA DAS SUMIDADES FLORIDAS DE PRUNELLA SP, ADULTERANTE COMERCIAL DO ALECRIM EUROPEU ROSMARINUS OFFICINALIS
Luis Carlos Marques, Luciane Czekalski, Kathia Socorro Matias Mourão
Resumo
Realizou-se investigação de espécie vegetal empregada como adulterante do alecrim europeu Rosmarinus officinalis. Produtos comerciais adquiridos de farmácias confirmaram tal substituição, e amostra de fornecedor atacadista apresenta esse material como Lantana microphylla M. ou de Baccharis dracunculifolia DC. Empregando-se técnicas botânicas e farmacognósticas realizou-se a avaliação organoléptica, macro e microscópica bem como a avaliação físico-química e fitoquímica preliminar das amostras do adulterante. Os dados microscópicos mostraram folhas pequenas, glabras, margem lisa, ápice mucronado e base acuneada; flores sésseis na axila de brácteas pequenas, reunidas em inflorescências terminais do tipo espiga; flor diclamídea, hermafrodita, pentâmera; cálice gamossépalo e corola gamopétala labiada com dentes irregulares, ambos com pêlos; androceu formado por 4 estames epipétalos e didínamos com filete com pequena porção livre; gineceu com ovário súpero, bicarpelar, bilocular, estigma lateral e estilete ginobásico. Tais características identificam o material como da família Lamiaceae, gênero Prunella. Em termos físico-químicos as cinzas para a droga foram determinadas como máximo 12% e de mínimo 5% de teor de extrativos aquoso. Os testes fitoquímicos preliminares apontaram à presença na droga adulterante das classes de flavonóides, taninos, esteróides/triterpenos, saponinas, alcalóides e óleos essenciais; em termos quantitativos obteve-se um índice de espuma menor que 100 e 2,4% de óleos essenciais pelo método da hidrodestilação. Esse conjunto de dados caracteriza essa droga vegetal e permite sua diferenciação da droga oficial.
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